Da esquerda para a direita: David Shoemaker, Rainer Weiss, Matthew Evans, Erotokritos Katsavounidis, Nergis Mavalvala, and Peter Fritschel. Foto: Bryce Vickmark - MIT Site

Ondas gravitacionais detectadas

Detecção direta de ondas gravitacionais provenientes da fusão de dois buracos negros

Ondas gravitacionais, cuja existência fora prevista por Einstein em 1916, vinham sendo procuradas sem sucesso ao longo de décadas. Ondas gravitacionais seriam produzidas por massas em movimento, causando distorções oscilatórias na geometria do espaço-tempo. Assim como ondas eletromagnéticas, ondas gravitacionais viajam à velocidade da luz, deformando o espaço-tempo no plano perpendicular à direção de propagação. Detectá-las é tarefa dificílima, uma vez que as distorções relativas que causam são extremamente pequenas, presumivelmente limitadas superiormente em algo como 10 elevado à potência -21 nos mais fortes eventos astrofísicos. Em artigo [1] recém-publicado em Physical Review Letters, cientistas do “Laser Interferometer Gravitational-wave Observatory” (LIGO) indicam ter conseguido uma observação comprobatória da existência de ondas gravitacionais, a partir da detecção de sinais associados à fusão de dois buracos negros, cada qual com massa superior a 25 vezes à do nosso Sol. Essa descoberta constitui-se na primeira evidência observacional de que, no Universo, sistemas binários de buracos negros podem se formar e, eventualmente, fundirem-se em um único corpo astrofísico. Para maiores informações direcionadas a não-especialistas, indicamos o artigo “Viewpoint”, por Emanuele Berti, em Physics: http://physics.aps.org/articles/v9/17

Para acesso aos artigos publicados, visite: http://aip-info.org/t/1XPS-41394-14C9PTAF01/cr.aspx

----------

[1] B. P. Abbott et al. (LIGO Scientific Collaboration and the Virgo Collaboration), “Observation of Gravitational Waves from a Binary Black Hole Merger”, Phys. Rev. Lett. 116, 061102 (2016). Texto elaborado por W. A. Ortiz

Simulação computacional mostra a curvatura do espaço e do tempo em torno da colisão de dois buracos negros. Imagem: Simulating eXtreme Spacetimes - MIT Site